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Out 09
Ponto prévio a este texto, devo frisar que, ao contrário de outras sociedades, como em alguns países muçulmanos, nas sociedades ocidentais podemos discutir livremente acerca da existência de Deus e sobre a religião, o que é, sem dúvidas, um avanço civilizacional, legalmente consagrado na separação entre a Igreja e o Estado.
Convém lembrar que a Igreja Católica está na matriz de Portugal enquanto Estado independente e que os primeiros bispos da igreja eram oriundos da alta nobreza. Isto para lembrar, que desde sempre, a igreja esteve ligada ao poder político, social e económico. Presentemente, a propósito da polémica com Saramago, só resta à igreja lançar uma "fatwa" moral!...
Depois deste preâmbulo, considero perfeitamente lógico questionar a existência de Deus, já que, a nossa existência pode ser explicada científicamente da mesma forma que em relação aos outros animais. Mais a mais, que não aparecemos na postura vertical e distinguimo-nos pela capacidade de adquirir variadas habilidades que nos tornaram seres racionais.
É certo que a ausência de Deus não nos fornece respostas para aquelas questões filosóficas elementares acerca da nossa "missão" neste planeta mas, o contrário, também é verdade.
Se descontarmos aquela religiosidade beata e inconsequente, tenho consciência que, para aquelas pessoas bem formadas no sentido mais lato, de valores éticos e morais, consequentes com a sua prática comportamental com os outros, ser-lhes-á muito difícil encontrar um sentido profundo para as suas vidas, sem a existência de Deus.
Pessoalmente, consigo viver perfeitamente sem a sua existência, já que, a atitude céptica deve funcionar exactamente da mesma forma que a validação científica, digo eu!
publicado por Armindo Carvalho às 05:42

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