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Fev 10
Começo por esclarecer que nunca votei em José Sócrates nem me revejo na sua concepção de sociedade.
No entanto, como a memória histórica é preciosa, recordo que aquando da sua primeira eleição, lhe fizeram a mais suja, miserável e reles campanha de que tenho memória. Lembro que, recentemente, foi eleita, na Islândia, uma primeira-ministra assumida e públicamente lésbica, pormenor que só mereceu destaque em alguma imprensa internacional, já que, para os islandeses, a crise em que o país se afundou era a única coisa relevante a ter em conta, para além da integridade da senhora.
Durante 4 anos, a oposição à governação PS focou-se em demasia nos ataques pessoais e no carácter de Sócrates, e menos, na sua política. O principal rosto de uma oposição com conteúdo, séria e estruturada foi a de Carvalho da Silva, mas, pelo vistos, os portugueses, preferem o folclore político ao debate de ideias.
Vem isto a propósito, da recente polémica sobre a liberdade de imprensa. Como não quero escamotear os factos, lembro o óbvio: há mau jornalismo e, mais grave que isso, há "jornalismo" que viola o código deontológico, "confundindo" factos e opiniões. Estas práticas devem ser punidas, profissional e legalmente, já que, chegam ao ponto de "julgar" suspeitos, ainda não indiciados e sentenciados, "esquecendo-se" depois, de dar notícia do desfecho do caso. Estas práticas ocorrem porque a população, em geral, desconhece as normas processuais e omite o mais importante, que é, a presunção de inocência, até prova em contrário.
Conforme se constata da discussão do orçamento de estado, à direita só existe oposição na luta pelo poder, já que, no essencial, que é perpetuar este sistema, estão todos de acordo.
publicado por Armindo Carvalho às 05:42

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