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Jan 11
O activismo social, vulgo voluntariado e a assistência social aos mais pobres, constituem práticas de solidariedade social, em complemento ou substituição das instituições públicas, ou mais concretamente, os particulares assumem funções que deveriam ser responsabilidade do Estado Social.
Por muito humana e meritória se caracterize essa actividade, ela, só por si, é um mero paliativo, que não indaga das causas, nem procura a sua erradicação. Concretamente, a pobreza e as desigualdades sociais em Portugal são estruturais e têm como causa o modelo económico e social. Tentar atenuar as suas consequências no tecido social, sem colocar em questão esse modelo de sociedade, nem procurar um modelo alternativo mais humano, ou uma economia ao serviço das pessoas, é, objectivamente, perpetuar o sistema e exercer, tão só, actos de caridade, que ficam, às vezes, muito bem, àquelas figuras públicas que "estão bem na vida", tem meios económicos e tempo disponível para isso e "ficam bem" nas colunas sociais ao apadrinharem esses actos caridosos em prol dos desvalidos e "a bem da nação"!
Foi-me grato constatar que Fernando Nobre alia à sua prática social e experiência no terreno, uma consciência política, em prol da mudança do modelo económico e social e por uma mais justa redistribuição da riqueza nacional.
Sinais dos tempos, foram os sites dos candidatos que me esclareceram do sentido do meu voto, no próximo domingo.
publicado por Armindo Carvalho às 14:13

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