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Fev 12
O que me distingue de outros animais é que comer e dormir não me basta; se acrescentar o trabalho e a rotina diária, permaneço com a mesma insatisfação. Então, se a vida for apenas isto, o resultado é bastante frustrante e as consequências embrutecedoras. Com isto quero dizer que preciso de estímulo inteletual, ou mais concretamente, preciso de comer cultura. Por bizarro que pareça, o usufruto de um bom livro, o prazer de ouvir música e o visionamento de um bom filme, por exemplo, são-me tão fundamentais como comer, dormir e amar e acho que é isso que me torna um ser racional produto de uma determinada cultura.
Contraditoriamente, nesta vida de stress constante e de velocidade arriscada, para a nossa integridade física e mental, ainda preciso de estímulos, certamente para estar disponível para a minha existência pessoal, o que se chama a minha vida interior, que é pessoal e intransmissível, e onde ninguém deve meter o bedelho. Esses estímulos são os cafés diários e um copito de vez em quando. Ora, um vinhito de qualidade abre-nos o inteleto e desata-nos a língua, tornando-nos mais comunicativos - e assertivos. Quem não tem "maus vinhos", normalmente, também se torna mais amigo da humanidade e entra no velho espírito hippie do paz e amor.
Beber vinho também tem a sua "arte"; escolhê-lo de qualidade e ingeri-lo na nossa conta são boas regras para evitar ressacas, que desprestigiam o vinho e o bebedor.
publicado por Armindo Carvalho às 12:03

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