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Nov 12
Tendo em consideração que as desigualdades sociais em Portugal são uma realidade estrutural, e não, um fenómeno conjuntural, que a própria "sabedoria popular" contempla, quando diz que hão-de haver sempre ricos e pobres, problema esse que este governo apenas veio agravar, ao exponenciar a existência dos chamados "novos pobres", o que Ramalho Eanes afirmou é correcto mas tardio, porque sempre houveram pobres em Portugal, logo, crianças a passar fome. É caso para dizer que "descobriu a pólvora". Aproveito para chamar a atenção do mediático "empobrecimento" da classe média; o que dirão os pobres que já o eram, a quem se reduzem os apoios sociais? O que se omite, por agenda ideológica ou por ignorância, é que as transferências sociais são um meio de redistribuição da riqueza produzida; que são um instrumento de justiça social, embora sejam um paliativo, pois não erradicam as causas da pobreza e das desigualdades sociais. A manter-se este programa político, não faltará muito tempo para as pessoas se questionarem da utilidade e da legitimidade da democracia.
Uma prova do "sucesso" da revolução cultural chinesa, é que se encherem a barriga dos chineses com bens de consumo, eles desprezam e desvalorizam o facto de não terem direitos políticos.
Faz-se a apologia da democracia a uma pessoa com fome e a viver em condições degradantes?
publicado por Armindo Carvalho às 15:31

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