17
Ago 13
Vila Nova, 7 de Novembro de 1934


(Extracto)

Um médico nem sequer pode chorar. Só pode pegar no bracito magro e morno, apertar a artéria inerte e ficar uns segundos a apertar os dentes. Depois sair sem dizer nada.
Quem saberá por aí uma palavra para estes momentos? Uma palavra para um médico dizer a esta mãe, que entregou à vida um filho vivo e recebeu da vida um filho morto.


Miguel Torga, Diário I
publicado por Armindo Carvalho às 08:28

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