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Set 12
As manifestações que ocorreram ontem por todo o país reuniram uma grande heterogeneidade de pessoas, quer em termos geracionais, quer nos motivos implícitos.
Juntaram votantes e não votantes dos partidos que formam este governo e outros grupos (de extrema-direita), com os quais, eu não me quero ver misturado e declino a companhia. 
Não é difícil constatar a escassa ou nula politização de muitos manifestantes; na hora de votar, não têm consciência do modelo de sociedade que cada partido representa. Na hora de votar, votam com o umbigo e por simpatias clubísticas e, na hora de protestar, fazem-no com a barriga. Não têm politização, nem sentido crítico, nem se querem informar. Não querem saber da política, até ao momento em que as políticas do governo lhes tocam à porta. Votaram PSD ou CDS sem saber o que faziam. Perdoai-lhes, senhor! Não vislumbram que, para além da conta do hipermercado, há um primeiro-ministro que tem como missão ideológica o desmantelamento do Estado Social e a desregulamentação do mercado de trabalho. Passos Coelho é o comisssário político do sistema financeiro; é o seu fiel capanga. Paulo Portas, o pseudo-cristão vai engolindo uns sapos (os seus supostos valores) e resigna-se, pois a cadeira do poder inebria.
Assim, para muitos manifestantes de ontem, o protesto foi meramente conjuntural, senão não andavam há tantos anos a votar nos mesmos partidos. Escapa-lhes o sentido profundo das coisas, o que está subjacente às políticas de cada governo e desconhecem o país em que vivem. Não sabem que a pobreza é endémica e que sem as transferências sociais do Estado, que redistribuem a riqueza gerada neste país, quase metade da população estaria em risco de pobreza. Falam em jeito de má-língua do RSI e de outros subsídios, do alto da sua ignorância. Perdoai-lhes, senhor.
publicado por Armindo Carvalho às 07:05

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