18
Jan 11
O activismo social, vulgo voluntariado e a assistência social aos mais pobres, constituem práticas de solidariedade social, em complemento ou substituição das instituições públicas, ou mais concretamente, os particulares assumem funções que deveriam ser responsabilidade do Estado Social.
Por muito humana e meritória se caracterize essa actividade, ela, só por si, é um mero paliativo, que não indaga das causas, nem procura a sua erradicação. Concretamente, a pobreza e as desigualdades sociais em Portugal são estruturais e têm como causa o modelo económico e social. Tentar atenuar as suas consequências no tecido social, sem colocar em questão esse modelo de sociedade, nem procurar um modelo alternativo mais humano, ou uma economia ao serviço das pessoas, é, objectivamente, perpetuar o sistema e exercer, tão só, actos de caridade, que ficam, às vezes, muito bem, àquelas figuras públicas que "estão bem na vida", tem meios económicos e tempo disponível para isso e "ficam bem" nas colunas sociais ao apadrinharem esses actos caridosos em prol dos desvalidos e "a bem da nação"!
Foi-me grato constatar que Fernando Nobre alia à sua prática social e experiência no terreno, uma consciência política, em prol da mudança do modelo económico e social e por uma mais justa redistribuição da riqueza nacional.
Sinais dos tempos, foram os sites dos candidatos que me esclareceram do sentido do meu voto, no próximo domingo.
publicado por Armindo Carvalho às 14:13

10
Jan 11
Não tinha especial simpatia por Carlos Castro, muito menos pelas suas crónicas do mundo da futilidade. No entanto, por coragem ou ingenuidade, assumia a pessoa que era. Na sua relação com Renato, apesar da diferença de idades, acredito ter sido ele quem se iludiu com a possibilidade da existência de qualquer tipo de afecto do mais jovem para com ele.
De Renato, fico com o retrato do jovem amoral, inebriado pela luzes da ribalta, pela fama fácil e leviana e pelo dinheiro ao virar da esquina, que alguns talk-shows televisivos fomentam. Como todos os meios são legítimos para essas pessoas, não tinha qualquer tipo de escrúpulos em aproveitar-se do afecto, da fama e do dinheiro alheios e, quiçá, alegar uma pretensa homossexualidade.
No fim, só fica a imagem do devedor que não quer pagar e do absoluto desprezo pela vida humana.
publicado por Armindo Carvalho às 05:52

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